Shear walls
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A expressão inglesa "shear wall" costuma ser empregue para distinguir as paredes que, além de resistentes às cargas verticais, também são calculadas e posicionadas para resistir às acções horizontais, tais como as exercidas por fortes ventos e sismos.

X-bracing ou cintagem cruzada

Um dos métodos de contraventar a estrutura é conhecido por X-bracing ou aplicação de um sistema de elementos cruzados em forma de cruz de Santo André. Paredes inteiras, asnas de cobertura ou vigas de piso podem também ser treliçadas, recebendo elementos estruturais dispostos por forma a constituírem várias unidades triangulares.

Revestimento estrutural

A estrutura de um edifício LSF é composta de muitas centenas de peças metálicas aparafusadas entre si. Durante a construção da estrutura, as peças metálicas passam a ser revestidas, com o objectivo de conferir maior interligação entre todas as peças resistentes. Uma das soluções mais comuns para este revestimento estrutural é a aplicação de placas OSB.

As placas OSB não são simplesmente um revestimento dos perfis para permitir a aplicação do acabamento final, tal como o ETICS. Elas são parte integrante da estrutura, tanto como a perfilaria metálica e os parafusos. Tal como estes dois materiais, o OSB tem de cumprir os Eurocódigos e as normas ali referidas. Tais placas constituem o que se designa por revestimento ou diafragma estrutural. Qualquer outra placa alternativa, tal como o contraplacado ou o VIROC, só pode ser aplicada se cumprir o determinado para os diafragmas estruturais.

A função dum revestimento estrutural é contraventar os perfis de paredes, vigas de piso e de cobertura. Ou seja, cada perfil ou viga é calculado para resistir à carga vertical que lhe é sujeita. No entanto, as cargas laterais, tal como as originadas por ventos ou sismos, só podem ser contrariadas pelo diafragma estrutural, que garante que todos os elementos funcionam solidariamente.

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Cintas horizontais

A inteira superfície do revestimento estrutural é um diafragma para resistir a força horizontais. Cada placa, colocada deitada, é aparafusada a cinco perfis, sendo que três deles serão comuns entre a placa inferior e a que está acima. Uma parede numa casa de dois andares que tenha uma altura de cerca de 5,70m terá 4 juntas horizontais. Assim, para que se considere um diafragma estrutural, é necessário que cada fiada das placas funcione solidariamente com as restantes. Isso só é possível garantir pela aplicação de uma cinta ou fita que permita aparafusar o inteiro perímetro de cada placa individual.

Em resumo, as paredes que são calculadas pela engenharia para resistir às cargas horizontais (além das verticais) são geralmente designadas por "shear walls", ou seja, paredes estruturais de resistência ao corte. O número de parafusos e a sua distância, tanto nos perfis como nestas cintas, é calculado pela engenharia e vem indicado no projecto.

Em alguns países ou regiões a maioria das paredes estruturais não são "shear walls". No entanto, em outros locais, a maioria ou totalidade tem de ser assim classificada. O que marca a diferença? As acções do vento e dos sismos, cabendo ao engenheiro verificar a necessidade de aplicar as cintas horizontais ou não.

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