Reportagem sobre a Ecoworks
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De frequência bimestral, a revista País Positivo é uma publicação editada pela empresa de comunicação Publicações Directas, S.A., que visa apresentar as potencialidades do tecido empresarial no futuro de Portugal, e é distribuída juntamente com o jornal Público.

No dia 4 de Dezembro de 2009, nas páginas 50 a 65, a revista publicou um dossier que analisava as diversas soluções na área da Construção e Reabilitação Urbana. António Freitas Lopes, gerente da Ecoworks, foi entrevistado pela publicação. Deixamos abaixo o conteúdo do artigo:

Reportagem sobre a Ecoworks

Ecoworks

Aposta na construção sustentável

A reabilitação urbana e a certificação energética são temas actuais e na ordem do dia. Perante este panorama, torna-se primordial olhar para novas soluções construtivas que ofereçam as melhores condições de qualidade e conforto. Neste sentido, surge um sistema construtivo, ainda pouco conhecido em Portugal, a construção em Light Steel Framing (LSF).

Desde a sua génese, a pedra basilar da actividade da Ecoworks é a construção em Light Steel Framing (construção em aço leve galvanizado). Este conceito teve origem nos Estados Unidos há, sensivelmente, duas décadas atrás e desde então tem vindo a demonstrar as suas várias vantagens e potencialidades. “Este sistema derivou da construção tradicional em madeira, em primeiro lugar para fazer face aos problemas da forte oscilação do preço daquela matéria-prima, derivada do aumento das zonas de floresta protegida. Por outro lado, era necessário encontrar solução construtiva com melhor comportamento face às catástrofes naturais que com grande frequência assolam a zona sul daquele país onde, também os insectos, como as térmitas, destroem a madeira” esclarece António Freitas Lopes, sócio-gerente da Ecoworks.

António Freitas Lopes considera primordial apontar as diversas vantagens do sistema construtivo em aço galvanizado. “Uma das vantagens mais significativas é o excelente comportamento sísmico. A estrutura é composta por perfis em aço leve galvanizado, que são aparafusados entre si ao invés de serem soldados, o que confere à estrutura maior flexibilidade, quando comparada com as estruturas pesadas (betão-armado ou ferro). A esta estrutura são também aparafusadas placas de partículas orientadas de madeira (OSB), que complementam a função estrutural, além de serem o primeiro revestimento. Numa situação extrema, como sob o efeito de um sismo, os edifícios podem ficar danificados, mas não entram em colapso, o que se traduz numa maior segurança para os seus ocupantes”, refere o sócio-gerente da Ecoworks.

Por outro lado, este sistema apresenta uma grande versatilidade que resulta da leveza dos materiais, sendo por isso um sistema bastante vantajoso no sector da reabilitação urbana. “Na maioria das situações de reabilitação não é permitida a demolição das fachadas dos edifícios, o que, usando sistemas de construção habituais resulta na criação de uma superestrutura pelo interior do edifício, através de pilares ou vigas, sejam em betão armado ou ferro, a fim de suportar os novos pisos e paredes interiores. Obviamente, isto traduz-se num enorme peso que se acrescenta ao conjunto do edifício, bem como sobre o terreno que muitas vezes é frágil. Pelos mesmos motivos, o sistema LSF é excelente nas situações de ampliação, ou de construção de novas coberturas, de edifícios antigos”, indica António Freitas Lopes. Na maioria das situações que se deparam, a construção em LSF permite, neste cenário, que se ancorem os pisos directamente às paredes estruturais originais, sem que haja a necessidade de construir urna superestrutura pelo interior; reduzindo assim o peso da construção, o tempo de execução, e tomando a reabilitação economicamente mais acessível. Além das vantagens observadas na reabilitação, este sistema construtivo apresenta ainda mais valias na construção nova, apostando em habitações que oferecem maior conforto aos seus utilizadores e maior economia no decurso da sua vida útil.

O maior conforto oferecido por este sistema construtivo resulta ainda da aplicação de outros materiais evoluídos de revestimento e isolamento térmico e acústico. "Em paralelo com o sistema estrutural, são aplicados: gesso cartonado nos revestimentos interiores, que tem a capacidade de equilibrar a humidade do ar; lã mineral no interior de todas as paredes, em quantidade adequada para um bom isolamento acústico; e sistemas de revestimento e isolamento térmico com excelente comportamento como o sistema ETICS ou EIFS.

“Conseguimos assim construir um espaço habitacional extremamente confortável para os seus ocupantes”, descreve António Freitas Lopes. Em última instância, a utilização do sistema de isolamento integral pelo exterior neste género de construção, vai resultar na obtenção de uma habitação com reduzidas perdas de energia comparativamente a uma mesma habitação construída sob os parâmetros habituais. “Com este género de revestimento, não é necessário gastar muita energia para climatizar o ambiente, uma vez que existem poucas percas de energia, consegue-se com relativa facilidade atingir a temperatura ambiente que se pretende, tanto para o frio como para o calor”, acrescenta o sócio-gerente da Ecoworks.

Este sistema assenta numa filosofia de construção sustentável, isto porque a construção em LSF não prejudica o ambiente devido à durabilidade do aço e ao facto deste material ser proveniente em grande percentagem da reciclagem e ser ele próprio cem por cento reciclável. “Além de uma durabilidade extrema - várias centenas de anos - a sua matéria-prima provém em cerca de 60 por cento da reciclagem de sucatas, além de que pode voltar a ser reciclado, o que acaba por ser benéfico para o ambiente”, sublinha António Freitas Lopes. Também o próprio OSB que é utilizado neste género de construções não é prejudicial ao ambiente, isto porque a madeira utilizada na sua concepção é originária de florestas jovens, que são plantadas essencialmente com a finalidade de serem utilizadas na produção de placas de OSB. Assim, o LSF apresenta-se como uma opção cada vez mais viável no mundo da construção.

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