Pára-raios
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O objectivo dos pára-raios normalmente é mal compreendido. Muitas pessoas acreditam que eles "atraem" os relâmpagos. Na verdade, é melhor dizer que eles fornecem um caminho de menor resistência até o solo ao conduzir as enormes correntes eléctricas quando ocorrem as descargas dos relâmpagos. Assim, numa zona onde se abate uma tempestade, ao se ocorrerem descargas eléctricas, ou relâmpagos, estas "preferirão" o caminho mais fácil. Usualmente os pára-raios são colocados em locais que facilitem esse caminho, protegendo assim outros edifícios, objectos ou pessoas nas imediações.

Como se produzem os relâmpagos?

Dentro das nuvens, bruscas correntes de ar geram fricção entre gotas de água e gelo, levando à formação e ao aglomeração de electricidade estática. No topo das nuvens acumulam-se as cargas eléctricas positivas e na zona inferior as negativas. Quando a acumulação de cargas negativas atinge um valor elevado, gera-se uma descarga eléctrica sobre a aparência de raios (visíveis como relâmpagos luminosos) dirigidos para a área superior da nuvem ou mesmo para o solo. Os raios tomam sempre o caminho mais rápido para o solo e frequentemente isso implica a passagem através de objectos altos isolados na paisagem, como por exemplo árvores, casas ou mesmo pessoas.

Se cai um raio, o sistema instalado conduzirá a corrente eléctrica de forma segura para o solo. Se a descarga do relâmpago atingir um material que não é bom condutor, esse material sofrerá um grande dano por causa do calor. Um sistema pára-raios é um excelente condutor e, por isso, permite que a corrente flua para o solo sem causar nenhum dano.

Instalação de um pára-raios exterior

Na construção convencional, dizem as boas práticas que se deverá criar uma blindagem electrostática, ou efeito de gaiola de Faraday. Isso poderá ser conseguido por executar soldaduras aluminotérmicas nas armaduras das fundações. Infelizmente, como tantas outras coisas na construção, esta prática é descurada e apenas se executa a terra normal. Especialmente em algumas casas isoladas ou mais altas nas imediações, deveria ser instalado um pára-raios. Este sistema consiste na aplicação dum fio de alumínio em todas as esquinas do telhado. Em grandes edifícios como indústria, comércio e outros, são instalados também fios ou hastes de captação nos lados horizontais do edifício. Em caso de chaminés, antenas, painéis solares, assim como tudo o que se encontra exposto na parte exterior do edifício, são também protegidos com a instalação de hastes de captação. Dependente do grau de protecção e da forma do edifício, depois dos fios de protecção serem interligados (em forma de gaiola), são por sua vez conduzidos e ligados ao fio terra, para que toda a descarga atmosférica seja desviada para o solo, oferecendo assim uma segurança completa.

É de instalação obrigatória?

Com o fim de aconselhar quais os edifícios e as estruturas a equipar com um pára-raios, estes classificam-se quanto às consequências das descargas (CD) e quanto à altura e implantação (Al). O documento "Guia Técnico de Pára-Raios", publicado pela Direcção Geral de Energia e Geologia, considera como "estruturas envolvendo riscos específicos" aquelas cujo tipo de construção e de utilização são tais que a incidência de descargas atmosféricas ocasiona risco no volume a proteger. Incluem-se nessas as seguintes:

  • edifícios frequentados por grande número de pessoas (escolas, hotéis, cinemas, centros comerciais, quartéis, hospitais, etc.);
  • edifícios cujo conteúdo seja de elevado valor económico ou cultural (museus, bibliotecas, etc.);
  • estruturas sujeitas a riscos de incêndio (armazéns de cortiça, papel, etc.);
  • estruturas onde existam elementos especialmente sensíveis às sobretensões, nomeadamente componentes electrónicos (computadores, equipamentos de telecomunicações, etc.)

São classificadas como "estruturas envolvendo riscos para as imediações" aquelas cujo tipo de utilização pode fazer com que os riscos esperados como consequência de uma descarga atmosférica se estendam para o exterior do volume a proteger, nomeadamente:

  • estruturas contendo produtos tóxicos, radioactivos, etc.;
  • estruturas sujeitas a risco de explosão.

Ao classificar as estruturas quanto à altura e implantação (Al), o documento considera como de risco atenuado (Al 1 ) as estruturas que, pela sua altura ou implantação, apresentam reduzida probabilidade de incidência das descargas atmosféricas. Em situação de risco normal (Al 2) estão as estruturas cuja altura e implantação não alteram significativamente a probabilidade de ocorrência de uma descarga atmosférica, relativamente à probabilidade de incidência de uma descarga no solo por elas ocupado. Finalmente, classificam-se como estruturas em situação de risco agravado (Al 3), aquelas que pela sua altura ou implantação apresentam grande probabilidade de incidência de descargas atmosféricas. A probabilidade de incidência das descargas atmosféricas considera-se grande se:

  • a estrutura tem uma altura superior a 25 metros;
  • a estrutura se salienta num terreno plano, afastado de árvores ou de outras estruturas;
  • a estrutura se localiza no alto de uma elevação de terreno significativa; a estrutura está implantada junto de um desfiladeiro ou penhasco, nomeadamente, na orla marítima.

Assim, na maioria das vezes, em relação a uma casa particular é o proprietário da mesma que decide se deseja ou não a instalação de um sistema pára-raios exterior.

O LSF e as descargas eléctricas

Visto que o sistema Light Steel Framing é essencialmente a construção de edifícios usando centenas de perfis metálicos, alguns questionam a segurança dos ocupantes durante uma trovoada. Receiam que o edifício, por ter estrutura metálica, possa "atrair" relâmpagos e, assim, electrocutar os seus ocupantes durante uma tempestade.

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