Marcas registadas ou patentes de LSF
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Visto que os métodos construtivos usados no sistema LSF são ainda relativamente pouco conhecidos em Portugal, alguns questionam se o "know how" utilizado é propriedade patenteada de uma empresa e se, por isso, está protegido por direitos registados. Na verdade, esse não é o caso. LSF é simplesmente uma designação corrente que define um sistema popular em muitos locais da terra. Em alguns países, costumam ser usadas expressões com ligeiras variações. Por exemplo, no Brasil é comum usar o termo Light Steel Frame. Assim, nem a designação LSF nem os processos usados no sistema construtivo estão protegidos por qualquer marca registada ou direitos proprietários de autor ou patenteados por uma empresa.

Deixamos abaixo alguns esclarecimentos adicionais.

Onde se obtêm os conhecimentos sobre LSF?

O conhecimento ou "know how" técnico necessário para executar um projecto de engenharia para o sistema LSF não está protegido por quaisquer registos ou patentes. O processo de obtenção dos conhecimentos e das competências para a execução de um projecto de engenharia para uma estrutura em aço galvanizado (LSF) é exactamente o mesmo que o necessário para a construção convencional. Ou seja, são necessárias as habilitações académicas de um engenheiro civil, os cálculos baseados na legislação em vigor e as aprovações burocráticas aplicáveis a qualquer construção mais convencional.

Os engenheiros e técnicos da Futureng recorrem à legislação nacional e europeia, nomeadamente aos Eurocódigos, bem como a diversos outros documentos internacionais de natureza técnica, para a execução dos projectos relacionados com o LSF.

Experiência prática

No entanto, para a execução de uma estrutura em LSF, seja para a construção de raiz e, especialmente, no caso de obras de reabilitação, não basta o dimensionamento e cálculo. É também extremamente útil efectuar um desenho técnico pormenorizado para a execução da estrutura. Este projecto de execução evitará erros comuns na montagem das peças, evitando atrasos, tornando mais fácil e eficiente o processo de construção e garantindo o melhor aproveitamento possível do aço usado. Tudo isto se traduz em menor custo durante a fase de construção.

Esta última parte do nosso trabalho só se ganha com a experiência, ou seja um conhecimento acumulado de vários anos no cálculo, desenho técnico de pormenor e acompanhamento dos construtores, em diversos tipos de obras.

Visto que a maioria dos engenheiros estão pouco familiarizados com estas soluções, recomendamos que se invista tempo no estudo e pesquisa dos documentos acima citados, bem como na legislação norte americana, e assistir a diversos seminários sobre o LSF que são efectuados por associações de engenheiros, especialmente nos Estados Unidos, Canadá, Escandinávia e Reino Unido. Foi isso que os profissionais da Futureng fizeram durante os últimos 15 anos, estando entre os primeiros associados europeus do CFSEI.

Mais fácil do que isso, só nos consultando para darmos o nosso apoio técnico ou produzirmos os respectivos projectos.

Apresentações técnicas sobre LSF

Recebemos regularmente pedidos de esclarecimento sobre o processo construtivo, os materiais adequados e as vantagens do LSF. Devido a isso, surgiu a ideia de organizar apresentações que transmitam informações básicas sobre o sistema construtivo.

Homologação do LSF

Alguns interessados levantam questões sobre a eventual homologação do sistema LSF. Pretendem saber se o sistema construtivo possui um Documento de Homologação (DH) emitido pelo LNEC. Naturalmente, qualquer edifício necessita de um projecto de engenharia que obedeça à legislação vigente. Os edifícios com estrutura em perfis de aço galvanizado moldados a frio, sistema usualmente designado por Light Steel Framing, não são excepção. Em Portugal, a Futureng recorre aos Eurocódigos.

Marcas registadas de LSF

Apesar do conhecimento necessário para se projectar e construir um edifício com estrutura em aço galvanizado (LSF) ser do domínio público, algumas empresas apresentam-se no mercado mundial como proprietárias de determinadas configurações de secção ou dimensões das peças metálicas, certos tipos específicos de conexões ou sistemas de aparafusamento e ancoragem, bem como placas de revestimento interior ou exterior. Assim, o que poderá ser patenteado não é o processo construtivo em si, mas apenas certos tipos específicos de materiais, nomeadamente perfis metálicos.

Por exemplo, algumas empresas fornecem perfis metálicos com formatos especiais, com secções em "omega", "sigma" ou "Z". Perfis deste tipo costumam ser aplicados em paredes ou em coberturas. Outras talvez forneçam asnas rectangulares para execução de pisos. Estas asnas costumam ser fabricadas pela montagem treliçada de diversos elementos com secções mais reduzidas, tais como os perfis C90. Isto poderá reduzir custos e eliminar a necessidade de abrir orifícios, tal como acontece nas vigas C250

Estes produtos, quando correctamente aplicados, continuam a ser considerados parte do sistema LSF. Poderão até possuir vantagens em relação aos mais habituais e correntes perfis em secção C. Talvez possuam uma configuração que lhes garanta maior resistência mecânica, permitindo reduzir espessuras do aço usado e, consequentemente, reduzir custos. Noutros casos talvez permitam acelerar a velocidade de montagem das peças. Ainda assim, existem desvantagens que deverão ser consideradas.

Desvantagens de usar perfis patenteados

Uma das desvantagens prende-se com a possível rotura de stock das peças específicas. Ou seja, quem constrói com um determinado tipo especial e patenteado de perfil pode ver-se sujeito a atrasos na entrega das peças, especialmente quando estas são produzidas no estrangeiro. Ou, caso haja problemas com o fornecedor, poderá ver-se forçado a substituir elementos já aplicados ou mesmo a substituir projectos de engenharia.

Outra dificuldade, especialmente ao aplicar asnas de piso ao invés das vigas C250, é a questão da enorme dificuldade de efectuar alterações. Enquanto uma viga pode ser cortada para se ajustar às medidas presentes na obra, uma asna rectangular de piso dificilmente pode ser alterada depois de fabricada. Esta dificuldade torna-se especialmente desvantajosa no caso de obras de reabilitação, onde as medidas muitas vezes têm de ser ajustadas no decorrer do trabalho. O mesmo acontece naquelas obras em que ocorreu um erro de medição, mesmo que seja mínimo, ou no caso de se pretender efectuar uma alteração na disposição das divisões do edifício.

No caso de marcas que apresentam paredes ou módulos pré-fabricados, existem limitações quanto à arquitectura. Ou seja, esse tipo de habitações obedecem a uma arquitectura prévia e são adquiridas por catálogo. Outro problema pode surgir no caso de eventuais alterações ao longo da vida útil do edifício. Novos elementos estruturais poderão demonstrar incompatibilidade com os existentes, obrigando assim a recorrer ao mesmo fornecedor exclusivo.

Também é de levar em consideração a questão da mão de obra e fiscalização. Sendo patenteados, os elementos metálicos poderão exigir mão de obra mais específica e constituir uma dificuldade para a realização de uma inspecção e fiscalização por parte de elementos estranhos à empresa fornecedora.

No entanto, é provável que o mais grave problema se prenda com a engenharia usada. Muitas vezes, empresas com marcas registadas ou patenteadas de perfilaria possuem o seu próprio software de cálculo e desenho de pormenorização da estrutura. O problema é que muito desse software foi produzido para empresas de língua inglesa e a operar nos Estados Unidos e Norte da Europa. Assim, o cálculo usado poderá não levar em consideração a especificidade da região sísmica em que o nosso país se insere. Na verdade, Portugal e em especial o Algarve e os Açores, possui elevados riscos de ocorrência de sismos, o que implica cuidados adicionais no cálculo e execução das estruturas. Infelizmente, os processos automatizados de cálculo muitas vezes não contemplam os necessários reforços da estrutura, tais como a aplicação de vigas de cabeceira, perfis de ombreira reforçados, execução de paredes resistentes às acções horizontais (usualmente designadas por shear walls), ou a quantidade correcta de parafusos ou outros elementos de conexão. Assim, recomenda-se a quem recorre a uma empresa que fornece um sistema proprietário ou patenteado de LSF que exija a assinatura de um engenheiro com as devidas competências e experiência na aplicação do sistema em Portugal.

Fornecimento de perfis metálicos

Para a execução dos seus projectos, a Futureng recomenda a aplicação de perfis metálicos de configuração corrente com secção em C e de dimensões padronizadas. A Futureng recomenda ainda que se apliquem materiais certificados e provenientes de empresas reconhecidas. É por essa razão que sugerimos a Perfisa como fornecedor das peças metálicas a usar numa estrutura LSF.

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