Isolamento térmico
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Isolamento térmico é o processo pelo qual, utilizando materiais adequados, se dificulta a dissipação de calor de um corpo ou de um ambiente. O calor é a energia acumulada por um determinado corpo, podendo também ser definido como energia em trânsito de um corpo para outro devido às diferenças de temperatura. A transferência de calor pode ocorrer por condução, convecção ou radiação. Assim, conhecer a forma como o calor é transportado pode ser útil para evitar o fluxo indesejado de calor.

Uma forma de manter uma coisa quente é rodeá-la por um mau condutor de calor, ou seja, um isolante ou isolador térmico, impedindo que o calor se dissipe. Em climas frios, o vestuário é usualmente composto de materiais que são maus condutores térmicos, tal como a lã, permitindo que o calor corporal seja retido, não se dissipando. Assim, certos materiais, tal como as lãs minerais ou o EPS, dificultam a condução térmica. Um frasco de vácuo, o "termo", também evita as transferências térmicas, sendo útil para manter quentes ou frios os líquidos no seu conteúdo. Neste caso, a falta de ar reduz a transmissão do calor por convecção e o espelho prateado minimiza a transferência por radiação.

Isolamento térmico no LSF

As construções comuns em Portugal contam com a inércia térmica para garantir o conforto interno. Esse não é o caso das construções LSF, cuja inércia é fraca.

A vantagem da inércia forte é a retenção de energia. Em contraste, a vantagem da inércia fraca é a baixa condutibilidade térmica dos materiais usados e a ausência de pontes térmicas. Assim, imagine que temos uma sala com 80 m3 de ar:

  1. No caso da inércia forte, ao ligar o ar condicionado, estaremos a aquecer ou arrefecer o volume de ar e também as respectivas paredes, laje e tecto. Todas essas superfícies absorvem energia e, eventualmente, a devolvem ao ambiente quando a temperatura interna é alterada. Essa devolução é feita de forma lenta.
  2. No caso da inércia fraca não ocorre a devolução acima, mas também não ocorre a absorção energética inicial visto que os materiais são de baixa condutibilidade térmica. Ou seja, ao ligarmos o ar condicionado, aquecemos ou arrefecemos apenas os referidos 80 m3 de ar, poupando energia e alcançando a temperatura de conforto mais rapidamente.

Portanto, uma casa LSF é mais quente ou mais fria? Aquece ou arrefece melhor o ar? Nem uma coisa nem outra, apenas mantém a temperatura interna uniforme durante mais tempo, poupando energia.

Na construção convencional é comum a aplicação de placas de EPS na caixa de ar formada entre dois panos de alvenaria. No entanto, este isolamento raramente é contínuo devido à existência de pontes térmicas formadas pelos elementos estruturais de grande secção, tal como pilares, lintéis e lajes.

No caso das moradias LSF, a inércia térmica, por aplicação da metodologia de cálculo do RCCTE, é invariavelmente fraca. A secção das paredes exteriores costuma ser vários centímetros mais reduzida que a sua equivalente na construção em alvenaria. No entanto, os espaços vazios entre os elementos estruturais, os perfis e vigas extremamente delgados, são preenchidos com materiais que são bons isolantes de calor, ou seja, de baixa transmissão térmica. Além disso, a estrutura é revestida com placas OSB, compostas essencialmente de madeira, outro material que dificulta a transmissão térmica. Pelo exterior, tanto paredes como coberturas são revestidas com placas de EPS com vários centímetros de espessura, garantido um excelente isolamento térmico do edifício e evitando pontes térmicas. No caso das fachadas, o uso de EPS junto com armaduras e argamassas adequadas, forma um sistema composto usualmente conhecido pelo acrónimo ETICS.

O isolamento térmico no LSF pode ser comparado ao usado em fornos ou frigoríficos, ou seja, garantir que a temperatura desejada, quente ou fria, seja mantida no lugar certo e não se dissipe para o exterior.

Estudos comparativos sobre comportamento térmico

Com o objetivo de ajudar a compreender o impacto do isolamento térmico nos diferentes tipos de construção, a Futureng preparou dois estudos nesta temática.

  • O primeiro estudo, designado por "Barraca A+", ajuda a perceber como mesmo casas com métodos construtivos de excelência podem ter classificações baixas de comportamento térmico segundo a metodologia de classificação do RCCTE, sendo que o contrário também é verdade.
  • O segundo estudo, designado por Estudo Comparativo, é de ordem mais prática e consiste basicamente numa comparação entre dois edifícios com a mesma arquitetura: um com estrutura LSF corrente e outro com estrutura tradicional corrente.

A importância do isolamento térmico

Especialmente notáveis têm sido as campanhas na comunicação social, chamando a atenção do cidadão comum para as boas práticas em defesa do ambiente. Minuto Verde, da autoria da Quercus, é uma rubrica permanente que integra o Bom Dia Portugal, programa informativo da RTP1.

Lembramos aqui um desses breves programas que reforçam a importância do isolamento térmico. Naturalmente, a intenção do programa não é defender um qualquer método construtivo mas alertar os que pretendem construir ou adquirir casa para a necessidade de recorrer a bons materiais e processos de isolamento térmico. No que ao LSF diz respeito, convidamos os nossos leitores a conhecerem as enormes vantagens que o sistema tem, especialmente no que diz respeito ao conforto e poupança energética.

Minuto Verde

9 de Outubro de 2007
A escolha dos materiais de construção e os métodos utilizados na construção de uma casa determinam a sua capacidade para poupar energia.

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