Contraventamento
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A estrutura de um edifício é um sistema tridimensional constituído por elementos resistentes geralmente dispostos em planos horizontais e verticais. Para que resista às acções horizontais, especialmente as que podem advir da acção do vento e dos sismos, é preciso dotar a estrutura de um sistema auxiliar que aumente a rigidez do edifício. Esses elementos estruturais são conhecidos por contraventamento, tendo por função garantir a rigidez e esquadria de paredes, pisos e coberturas.

Contraventamento no sistema LSF

No caso das estruturas ligeiras em aço (sistema LSF) o contraventamento pode ser alcançado por dois métodos principais que abaixo se descrevem.

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X-bracing ou cintagem cruzada

Um dos métodos de contraventar a estrutura é conhecido por X-bracing ou aplicação de um sistema de elementos cruzados em forma de cruz de Santo André. Paredes inteiras, asnas de cobertura ou vigas de piso podem também ser treliçadas, recebendo elementos estruturais dispostos por forma a constituírem várias unidades triangulares.

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Diafragma ou revestimento estrutural

Uma outra solução é aplicar um revestimento que solidarize todos os elementos estruturais, formando assim uma pele ou diafragma, horizontal ou vertical. Durante a construção da estrutura, as peças metálicas passam a ser revestidas pelo lado das abas ou banzos exteriores, com o objectivo de conferir maior interligação e rigidez entre todas as peças resistentes. Ao mesmo tempo, esta 'pele' estrutural serve também de suporte aos materiais de isolamento térmico, impermeabilização e acabamento exterior.

Diafragma estrutural ou X-bracing?

Conforme referido acima, para contraventar paredes existem duas soluções básicas: (1) a colocação de fitas ou cintas cruzadas, em X (processo habitualmente designado "X-bracing"), ou (2) a aplicação de um diafragma estrutural. Normalmente, uma das soluções é alternativa à outra.

A segunda solução é a mais popular. Para perceber a razão, devemos compreender que uma das filosofias básicas do LSF é a distribuição perimetral das cargas ao longo das paredes estruturais, que por sua vez são lançadas numa viga de fundação contínua. Assim, de modo geral não existem sapatas, visto que se tentam evitar os pontos concentrados de carga. Optar por colocar cintas cruzadas contraria essa filosofia, visto que as cargas passam a estar concentradas na extremidade das cintas. O último perfil onde a cinta é aparafusada sofrerá enormes esforços de arranque, exigindo técnicas mais elaboradas de encastramento e ancoragem. Além disso, as extremidades das cintas teriam de possuir uma área alargada para colocar o número suficiente de parafusos a espaçamentos regulares, o que normalmente exige a aplicação de um pedaço de chapa com maior área.

Assim, o revestimento estrutural é mais eficiente, além de garantir uma base para a aplicação de um acabamento final.

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