Coeficiente de Condutibilidade Térmica
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Condutibilidade térmica é uma propriedade térmica típica de um material homogéneo que é igual à quantidade de calor por unidade de tempo que atravessa uma camada de espessura e de área unitárias desse material por unidade de diferença de temperatura entre as suas duas faces. Assim, a condutibilidade térmica caracteriza a maior ou menor facilidade de transferência de calor, ou seja, de condução de calor por parte dos materiais.

A capacidade de isolamento térmico é expressa no Coeficiente de Condutibilidade Térmica (CCT), habitualmente medido em W/m2°C. Um coeficiente mais pequeno denota uma capacidade de isolamento térmico superior.

Exemplo prático

O coeficiente de condutibilidade térmica k fornece o fluxo de calor que passa em 1 m2 de superfície do material, quando este possui uma espessura de 1 m e é submetido a uma diferença de temperatura de 1 grau entre as suas faces.

Assim, se uma hipotética parede de betão tivesse 1 metro de espessura e a sua face externa estivesse a 20°C e a sua face interna a 21°C, o fluxo de calor que atravessaria cada m2 da sua superfície seria igual a 1,75 W (ou 1,75 J/s). Portanto o k do betão é: 1,75 W/m2/°C. Diferentes materiais possuem diferentes coeficientes de condutibilidade térmica.

Comparação entre a alvenaria e o LSF

Quantificar o valor de CCT de uma fachada não é uma tarefa fácil visto que as paredes não são constituídas por um único material sólido e homogéneo tal como o dado no exemplo acima. No caso da alvenaria, teremos de contar com os tijolos furados (compostos por barro cozido e tubos de ar), as argamassas que os unem uns aos outros, o espaço entre os dois panos de tijolo (no caso de paredes de pano duplo) e o material de isolamento térmico colocado na caixa de ar. E mesmo assim, os valores não são iguais em toda a fachada pois teremos ainda de contar com as heterogeneidades, ou pontes térmicas. Ou seja, sempre que ocorrem vigas e pilares em betão, essas zonas têm de ser contabilizadas à parte, o que normalmente significa ainda maiores perdas do que nas zonas correntes em alvenaria.

O CCT na alvenaria

A título de exemplo e para partirmos para uma comparação, vamos utilizar os valores que foram mencionados na revista ProTeste, de Setembro de 2009. No artigo intitulado "Isolar - Guia da casa confortável", na página 38, afirmava-se o seguinte:

"Quanto menor o coeficiente de transmissão térmica da parede, maior a capacidade isolante. Por exemplo, numa parede simples sem isolamento, o valor rondará 1,6 W/m2°C. Já uma parede com 6 cm de isolamento pelo exterior pode atingir 0,35 W/m2°C. Assim, considere este certificado na hora de comprar casa e economize nas facturas de electricidade ou gás."

Assim, o valor 0,35 w/m2ºC é referido como excelente e que só é obtido aplicando 6 cm de isolamento pelo exterior (ETICS) sobre os panos de alvenaria. Como todos sabemos, esta está longe de ser a solução corrente no nosso país! Na verdade, o valor habitual nas paredes de alvenaria comuns é de 0,54 w/m2ºC. E ainda teremos de contar com as heterogeneidades, ou seja, os valores serão superiores nas zonas onde se encontram os elementos estruturais em betão, tal como as vigas, pilares e lajes.

O CCT no LSF

No caso do sistema LSF, as paredes exteriores são usualmente constituídas por perfis metálicos com espessura de 1,5 mm, revestidos por placas OSB de um lado e placas de gesso cartonado pelo outro. O exterior é revestido com o sistema ETICS de 6 cm e a cavidade interior entre perfis recebe painéis semi-rígidos de lã de rocha, num total de 12 cm.

Qual o valor obtido por esta solução? 0,21 w/m2ºC! E este valor é corrente em toda a superfície de parede exterior, não havendo heterogeneidades estruturais. Na eventualidade de haver algum tipo de heterogeneidades (ex. caixa de estore) estas estão limitadas ao dobro desta condutibilidade térmica, o que significa que terão um excelente comportamento. O RCCTE minimiza a contabilização das pontes térmicas para sistemas como o ETICS.

Conclusão

Segundo os valores apresentados acima, no sistema LSF as perdas nos elementos correntes são reduzidas a menos de metade. Aquela energia que se gastou a aquecer o espaço não é desperdiçada pois a temperatura fica retida por mais tempo.

Inércia térmica

Para considerações sobre a inércia térmica sugerimos a consulte ao seguinte artigo:

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