2011.Mar.29 - Diário de Notícias
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Em 29 de Março de 2011, o Diário de Notícias publicou um suplemento especial sob o tema: Reabilitação Urbana. O Engº Francisco Vilhena, responsável pela empresa construtora Dosmontes, assinou um artigo intitulado: Reconstrução em estrutura metálica ligeira - Light Steel Framing - LSF". O texto, que pode ser lido abaixo, apresenta as diversas vantagens de usar uma estrutura de baixo peso na reabilitação urbana.

Reconstrução em estrutura metálica ligeira - Light Steel Framing - LSF

Na reabilitação de um edifício, um objectivo fulcral da obra passa pela avaliação, análise e correcção do estado da estrutura.

O princípio do método construtivo não é novo, já que é empregue na Gaiola Pombalina, utilizada em Lisboa após o terramoto de 1755. Apenas os materiais diferem.

Eng. Francisco Vilhena
Dosmontes Construção, Lda.

Se na consolidação da estrutura existente, o betão armado é uma solução adequada à cintagem do edifício, já na reconstrução e ampliação de elementos como telhados, lajes, paredes, escadas, a sua utilização, poderá levar a sobrecargas evitáveis numa estrutura já de si fragilizada e que se pretende melhorar.

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Uma solução inteligente cada vez mais empregue é a estrutura metálica ligeira em perfis de aço galvanizado, ou Light Steel Framing – mais conhecido por LSF. O princípio que orienta este método construtivo não é novo, já que é o mesmo da Gaiola Pombalina utilizada em Lisboa após o terramoto de 1755. Desde aí, os materiais e tecnologias evoluíram. O conceito construtivo sendo o mesmo, baseia se na distribuição das cargas ao longo de todo o perímetro de apoio, e não pontualmente conforme os pilares das estruturas pesadas. Numa estrutura ligeira os perfis de aço actuam como inúmeros pilares que distribuem a sua pequena carga sobre uma base assim menos sobrecarregada. Associando a este princípio o aço estrutural de baixa espessura, teremos uma estrutura leve, sobrecarregando muito menos a antiga estrutura, e permitindo-se assim recuperações mais racionais e económicas. O transporte e elevação dos materiais empregues, dada a sua leveza, podem ser feitos manualmente, permitindo a sua utilização em locais de difícil acesso. É uma obra seca, dispensando totalmente a utilização de água. A infra-estruturação é mais racional porque as paredes estão “abertas” antes de serem revestidas, evitando a abertura de roços porque os perfis são perfurados para esse efeito. Quase isenta de desperdícios, é muito mais limpa e rápida que a construção tradicional.

Às vantagens construtivas, há que associar o resultado da utilização de materiais específicos para as funções requeridas pelo indispensável conforto térmico e acústico, num ambiente isento de humidades indesejadas. Arquitectos conhecedores deste método têm uma maior liberdade para a utilização da sua imaginação. Nem sempre considerada no conjunto das soluções a adoptar pela generalidade dos projectistas, verifica-se, no entanto, uma cada vez maior aceitação, tanto pelos técnicos envolvidos na construção, como pelos posteriores utilizadores da habitação. Com uma divulgação crescente, associado a um maior número de trabalhos realizados e soluções encontradas, o mercado da reabilitação está a ganhar o conhecimento e experiência geradores da necessária confiança no sistema. A crescente procura de soluções para a recuperação dos edifícios, e a necessidade de utilização de meios e materiais mais eficientes, levará obrigatoriamente a uma utilização mais generalizada deste método, se não em toda a construção, pelo menos na reabilitação estrutural.

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