Jornal de Notícias
JNot-logo.png

A edição de 26 de Outubro de 2005 do Jornal de Notícias foi publicado um suplemento dedicado à 21ª Feira Internacional de Construção e Obras Públicas, designada por CONCRETA e organizada pela Exponor em Leça da Palmeira, a poucos quilómetros ao norte da cidade do Porto.

O suplemento do jornal apresentava uma fotografia de grandes dimensões de uma estrutura LSF logo na primeira página e continha uma reportagem sobre o sistema nas páginas 12 e 13. O artigo assinado por Rodrigues Alves, baseava-se numa entrevista efectuada a João Santos, sócio gerente da Futureng, e em muita informação recolhida neste site. Um dos construtores de LSF também colocou um pequeno stand na feira.

Deixamos o texto integral para que possa ler o que foi publicado na ocasião, lembrando que alguns dados poderão já estar desactualizados.

JN-Out2005-capa.jpg

Casas com estrutura em aço leve estão em Portugal

Maior qualidade e segurança ao mesmo preço da construção tradicional

Um novo método de construção possibilita uma maior qualidade e segurança dos edifícios, reduz o tempo de obra para cerca de metade e sem inflacionar os custos habituais. O Light Steel Framing (LSF) - Estruturas em Aço Leve -, oferece uma alternativa à construção em alvenaria, um processo que pouco ou nada evoluiu nos últimos anos e em que, por vezes, o resultado final deixa muito a desejar. Em Portugal já existem empresas especializadas no LSF que, paulatinamente, vêm a conquistar a confiança do mercado.

O LSF surge em substituição do método de construção em madeira, pouco comum entre nós, mas abundantemente utilizado nos Estados Unidos da América e vários países europeus. Com o aumento exponencial das populações, no século XIX, foi necessário encontrar um método mais rápido e acessível de edificar as habitações em falta. A estrutura em madeira tornou-se então o standard. As duas guerras mundiais, em especial a segunda, desencadearam uma evolução gigantesca no processo metalúrgico. Findo o esforço de guerra, a indústria do aço, nos Estados Unidos, possuía conhecimentos para múltiplas aplicações deste metal. Uma delas foi a construção de edifícios. Todavia, devido ao elevado custo do tratamento do aço, a estrutura de madeira continuava a ser muito mais vantajosa.

Nos anos 80 e 90, devido a preocupações ecológicas e ambientais, várias florestas antigas foram declaradas áreas protegidas. Isso originou uma degradação da madeira utilizada e um aumento do preço deste material. Refira-se que, apenas em 1991, o preço da madeira aumentou 80% em apenas quatro meses, levando muitos construtores a utilizar o aço leve.

O LSF tem como principais características a utilização de materiais leves, fáceis de manusear e transportar. As fundações são em betão, como na construção tradicional, e depois ligam-se a esta várias vigas de aço galvanizado que, por sua vez, se interligam entre si, criando uma verdadeira gaiola metálica. A "gaiola", ou esqueleto, é então revestida de materiais isolantes. Por fora, a casa assemelha-se em tudo a uma casa normal. É no interior que se sentem as diferenças.

João Santos revelou que a construção em alvenaria que se faz em Portugal é, na maior parte dos casos, de fraca qualidade, para possibilitar preços acessíveis. O desejo de construir com qualidade obrigou-o a procurar novos métodos que não inflacionassem o preço do edifício. Foi assim que descobriu a construção em LSF.

Nos Estados Unidos, actualmente, a construção em LSF é responsável por cerca de 10% de todas as novas habitações residenciais. João Santos, sócio da empresa FUTURENG, especializada em LSF, acredita que, face às evidentes vantagens, este método de construção tem tudo para também poder singrar em Portugal, embora valores desta ordem sejam, para já, impensáveis. As pessoas ainda desconfiam muito deste tipo de construção e, erradamente, pensam que ele é mais frágil, quando na realidade é precisamente o inverso", afirmou. No LSF, não existem vigas isoladas de apoio, todas as paredes exteriores constituem a estrutura do edifício e repartem entre si o peso das placas e dos andares, tornando o edifício muito mais resistente a sismos e ventos fortes.

Outra das grandes vantagens é o isolamento térmico e acústico e a menor propensão a infiltrações de água e humidade. A casa é completamente isolada do exterior por placas de poliestireno extrudido, vários centímetros de lá de rocha e gesso cartonado. No tecto, para além das telhas normais, é utilizada uma subtelha que torna as infiltrações quase impossíveis. Mas, mesmo no caso de haver uma infiltração, ela ver-se-á imediatamente e a sua eliminação será muito mais barata do que se fosse construída em betão e tijolo.

A alta qualidade dos materiais utilizados poderia inflacionar o custo final da obra. Porém, como são necessários menos trabalhadores e o tempo de construção é cerca de metade do normal, poupa-se na mão-de-obra. Ou seja, o custo final é sensivelmente o mesmo de um edifício construído em alvenaria, mas a qualidade é muito maior. Outro factor a ter em conta é a facilidade das reparações dos revestimentos e, especialmente, das canalizações e instalações eléctricas. "Não há necessidade de andar a rebentar paredes, já que as redes de água e electricidade estão muito mais acessíveis ao estarem dentro dos perfis de aço", declarou João Santos.

O sócio da FUTURENG revelou que as potencialidades do LSF são plenamente manifestadas na remodelação e reconstrução de espaços. "A estrutura é muito leve, logo, é muito fácil de trabalhar com ela", afirmou. E não acrescenta muito mais peso às fundações originais, podendo ser acrescentado um piso adicional sem problemas de maior. É igualmente um sistema propício à reabilitação de edifícios em zonas de difícil acesso, como as baixas do Porto ou de Lisboa, por exemplo. Na maior parte dos casos, os telhados dos edifícios antigos estão em condições muito precárias.

Com o LSF, os telhados podem ser substituídos eficaz e facilmente sem a utilização de gruas ou transportes pesados. João Santos salienta, ainda, que este método de construção é muito mais amigo do ambiente, já que o aço vulcanizado é reciclável a 100%. E a quantidade de entulho e lixo provocado pela obra é incomparavelmente menor do que no método tradicional.

A FUTURENG tem a noção que é muito difícil combater a mentalidade das pessoas e, especialmente, o lóbi do betão. Por isso, disponibiliza muita informação sobre os materiais e o método de construção no seu site na Internet. No entanto, por acreditarem sem reservas na qualidade do LSF face à decrescente qualidade das casas tradicionais, continuam a promover acções de formação junto dos estudantes universitários, mais propensos a aderir a coisas novas. A empresa está convencida de que, com o passar do tempo, e à medida que as pessoas se informam e confirmam que as casas em LSF são melhores e mais duradouras que as construídas em alvenaria, este método de construção poderá conquistar muitos portugueses.

Vantagens

  • Rapidez de execução - Os trabalhos de construção duram, em média, metade do tempo habitual.
  • Manutenção e remodelações - As intervenções de reparação ou modificação são fáceis, rápidas e baratas.
  • Segurança - A estrutura em LSF é mais resistente, porque todas as paredes são de apoio. Os materiais utilizados são todos de difícil combustão.
  • Conforto - Os revestimentos utilizados são óptimos isolantes térmicos e acústicos.
  • Durabilidade e valor imobiliário - A degradação dos edifícios é muito menor, o que se traduz numa menor perda de valor com o tempo.

Publicidade Google


Copyright © 2003-2016 FUTURENG. Todos os direitos reservados. A utilização deste site pressupõe a aceitação dos presentes termos e condições. Se não estiver de acordo com eles, não utilize este site.