Construtec
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Em 17 de Setembro de 2003, o site Construtec, uma publicação digital dirigida aos profissionais da indústria da construção civil, publicou um extenso artigo sobre o Light Steel Framing, ilustrado com diversas fotografias de obras em diferentes fases de construção. Agradecemos à jornalista Andréa Nascimiento a amabilidade que demonstrou e o interesse em divulgar o LSF.

Abaixo transcrevemos o texto do artigo:

TENDÊNCIAS

Construção com aço leve deve crescer

Em ascensão em países como EUA e Canadá, a construção com estruturas de aço leve esta ainda a engatinhar em Portugal, mas pode alcançar cerca de 10% do mercado residencial em dez anos, acredita a Futureng, único gabinete de projectos do país dedicado ao sistema.

Os sócios da Futureng sabem que o "lobby do cimento" não entregará o mercado com facilidade, mas apostam no crescimento do mercado de construções com aço leve em Portugal, que actualmente é utilizado por menos de dez pequenos construtores e resume-se a cerca de uma centena de construções.

Nos Estados Unidos, os representantes do sector pretendem atingir os 10% do mercado até 2005 e a empresa lusa acredita que, com o surgimento de interesse por parte dos investidores em imobiliário, seria possível atingir a mesma faixa num período mais largo, de dez anos.

A Futureng, especializada na execução de projectos de engenharia para o sistema LSF - Light Steel Framing (Estruturas de Aço Leve), presta serviços para praticamente todas as pequenas empresas portuguesas que trabalham com esta técnica, na qual o aço é o principal material da estrutura do edifício.

Introduzida em Portugal nos anos 90 a construção em aço leve, dispensa betão e tijolos. As peças de aço leve utilizadas são fabricadas a partir da moldagem de chapa de aço galvanizado com baixa espessura, o que garante o baixo peso tanto dos perfis como das vigas.

Material limpo e reciclável

O sistema promete mais segurança em caso de terramotos, rapidez de construção, conforto térmico, sem aumentar custos. Além disso, "o aço e um material limpo, extraordinariamente resistente e 100% reciclável", diz João Santos, sócio-gerente e um dos proprietários da Futureng.

"A madeira e um material que também permite construir estruturas leves e termicamente equilibradas, No entanto, devido às recentes preocupações ecológicas, nomeadamente a desflorestação, vários construtores (dos EUA e Canadá) passaram a encarar o aço galvanizado como uma boa alternativa", conta o responsável.

Actualmente, a empresa está a trabalhar em colaboração com uma empresa norte americana de arquitectura para a execução de uma obra em Málaga, Espanha. Outro trabalho em desenvolvimento é um estudo de viabilidade económica visando a construção de diversos edifícios, incluindo escolas e outros edifícios públicos, para Angola.

Vantagens atribuídas ao sistema

Menos tempo – O baixo peso dos materiais, a utilização de sistemas de fixação mecânica ao invés de cimento, a aplicação de argamassas de rápida secagem para rebocos exteriores, a fácil colocação de tubagens e condutores eléctricos devido a não ser necessária a abertura de roços, entre outras técnicas, diminuem a mão de obra e o tempo de trabalho.

Mais segurança – Como não são necessárias vigas ou colunas isoladas de apoio, todas as paredes exteriores podem ser consideradas como a estrutura do edifício e repartem todo o peso das placas e andares. Isso justificaria a resistência sísmica destes edifícios. Visto que não são empregues pontos de soldadura não existem pontos frágeis de ruptura.

Isolamento térmico – Uma casa com estrutura em LSF é completamente isolada do exterior por placas de Poliestireno extrudido, OSB, vários centímetros de lã de rocha e gesso cartonado.

Redução de custos – Apesar de se utilizarem profissionais especializados com vencimentos superiores aos restantes trabalhadores da construção civil o rendimento dos mesmo é superior à média o que se traduz em reduções no valor da mão de obra e a consequente diminuição do custo final.

Presença do LSF no mundo

De olho no enorme potencial do mercado da construção civil, as grandes empresas siderúrgicas e de transformação do aço deram os passos iniciais para a implantação do sistema nos seus respectivos países. No continente americano e no extremo oriente, siderurgias como a USS-Posco e a Bethlehem Steel, lideraram o processo de divulgar e padronizar o LSF, assumindo as despesas da competição com a indústria madeireira. No Reino Unido, o processo foi comandado pela British Steel; na Escandinávia pela finlandesa Rautaruukki e na França pela Usinor, hoje parte do grupo Arcelor. Na Suecia, um instituto dedica-se exclusivamente ao sistema. O mesmo acontece em países como Argentina, Chile e Brasil - neste último através de empresas como a Usiminas, Cosipa, Açominas, Companhia Siderúrgica Nacional, Gerdau e Acesita. O LSF prospera também no Hawaii e no Japão, especialmente após o sismo de Kobe, em 1995. E a indústria prepara já o assalto ao gigantesco mercado chinês.

Pequenas empresas lançam sistema em Portugal

"Como todos os outros países periféricos, Portugal só deveria conhecer a construção com estruturas em aço daqui a alguns anos quando tudo já tivesse sido inventado e testado. A nossa siderurgia é inexistente e as empresas transformadoras são de dimensões insignificantes", explica Santos. No entanto, por volta de 1994, algumas pequenas construtoras adiantaram o processo, influenciadas por emigrantes lusos que conheceram a técnica de outros países, Mas as grandes empresas"ainda continuam adormecidas e as instituições financeiras e governamentais ignoram este sistema construtivo", reclama o empresário.

O trabalho desenvolvido pelas poucas e pequenas empresas construtoras de LSF em Portugal chegou a influenciar outras pequenas empresas no mercado espanhol. “No entanto, a situação em Espanha não permanecerá estagnada por muito tempo” acredita o dono da Futureng. A espanhola Acerália faz agora parte do grupo Arcelor que controla a francesa Usinor que aglomera cerca de 50 construtores e já trabalha com o sistema. Além disso, em Espanha, as divisórias metálicas e de gesso cartonado são já bem conhecidas devido à forte implantação da marca Pladur. “Parece-nos óbvio que o processo normal de implantação do LSF também chegará ao nosso país, liderado por grandes empresas de construção e com o apoio de instituições bancárias”, acredita João Santos, embora não saiba o que isso significará para os pequenos construtores pioneiros. “Resta ver”.

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